O que dizem de nós

Catarina Amorim, Póvoa de Santa Iria
Fui mãe pela primeira vez, e nunca pensei que a amamentação fosse a minha maior dificuldade. Ninguém nos informa,  no curso de preparação para o parto, para a dolorosa descida do leite, para a dificuldade do bebé em mamar e para o facto de como mães ficarmos em pânico porque o nosso filho não come. 
 
Para, além de que, no Hospital nao há qualquer ajuda para a amamentaçao, dão-nos o filho para os braços para dar de mamar e só vão aos quartos para saber a que horas comeu e quando é a próxima mamada. Se acham, que o bébé não está a mamar o suficiente dão-nos um biberão de suplemento para a mão, apesar da mãe querer amamentar em exclusivo.
 
Tive que procurar ajuda e encontrei-a na Marta, prontificou-se de imediato a ajudar-me, teve horas comigo para me ajudar a amamentar e ainda deu-me aquele apoio emocional, que apesar de ter a familia por perto, me fez imenso bem. Consegui perceber de que forma podia ajudar o meu bébé e isso fez toda a diferença!
 
Obrigado fada madrinha Marta!! Beijinhos
 
 
Rita Sousa, Lisboa
A Marta foi, desde logo, uma profissional interessada e prontificou-se a apoiar presencialmente uma mãe um pouco desesperada. O meu bebe engordou bem até fazer 2 meses, a partir daí estagnou um pouco aumentando 500/600gr por mês ou menos e apresentava muita irregularidade no aumento de peso. Houve semanas que engordou 50gr, por exemplo. Ora isto para uma mãe de primeira viagem traz muitas dúvidas, alguma falta de confiança e quer queiramos quer não, todo este estado de incerteza, ansiedade, compromete a tarefa simples, natural e pura que é a amamentação (embora já tivesse umas ideias disto que estou a escrever, foi a Marta que me elucidou e me iluminou o caminho). Então, nesta perspectiva, o pediatra aconselhou a introdução de leite artificial como suplemento, mas eu não queria porque não queria!! No entanto, olhava para o meu bebé e ele era o que apresentava menos peso, de todos os bebés que conheço da idade dele... Ora, é aqui que a Marta entra! Dar ou não dar suplemento?? Não quero comprometer o crescimento do meu bebé! Com a sua calma, espírito positivo e com gosto pelo que faz, a Marta deu me bons conselhos, mas acima de tudo confiança, que me fracassou por momentos. Deixei de o pesar com regularidade, fui contra a ideia do pediatra e... cá estamos nós com maminha a toda a hora (sempre que o meu amor quiser e mesmo quando não pede e a mamã quer dar) e até já vejo umas pernocas gorduchas, é um bebe cheio vida e alegria. A Marta também me ensinou a olhar só para o meu bebe, sem o comparar. Cá ando, feliz e confiante a caminho dos 5 meses de maminha. Um apoio de um(a) profissional neste desafio que é amamentar, nunca é demais e, principalmente, para quem entra neste caminho pela primeira vez, faz-nos bem, ajuda, apoia, dá-nos força. O R. e a mamã Rita agradecem a visita fundamental da Marta! (Que foi mais importante que o que ela pensa, acho eu... 😍)
 
Andreia Paes de Vasconcelos, Lisboa
No início a amamentação não foi fácil, pois o meu filho passava horas e horas na mama e a má pega originou dores muito acentuadas no peito. Mas, como queria que o momento da amamentação fosse algo prazeroso, senti necessidade de falar com uma CAM. A Marta fez-me uma consulta ao domicílio e ajudou-me com a pega, dando-me imensas dicas - daí até não ter mais dores foi um passo. Se não fosse a Marta, tenho a certeza que acabaria por deixar-me vencer pelas dores. Atualmente, conto com 6 meses de amamentação muito felizes.
 
Filipa Teixeira Vicente, Seixal

Saí da maternidade com leite materno e LA - introduzido sem permissão da minha parte. A bebé era uma matulona e não podia ficar só a leite materno - disseram-me que colostro não chega. Eu, frágil, e sem armas nem ferramentas para contestar e bater o pé... Ainda não tinha ido a nenhum workshop sobre amamentação e o que tinha lido não me tinha dado aquela confiança na minhas maminhas... Isto tudo num hospital que se diz amigo do bebé. Saímos da maternidade e eu, não convencida, pus-me a pesquisar, a perguntar, a estudar e a procurar mais conhecimento para me fortalecer e engrandecer perante os comentários alheios (nomeadamente de profissionais de saúde). E assim foi: fui ao workshop amamentação "O início" da Patrícia Paiva e foi muito útil, até hoje MESMO. Entretanto procurei a ajuda preciosa da Cristina Cruz, que tem sido uma querida em tudo, pois o meu objetivo e foco era mesmo eliminar o suplemento do 'cardápio' da pequena, mas precisava de mais luzes e de um acompanhamento particular. Comecei com sonda, mas tornou-se complicado demais para nós e optámos pelo copinho. (...) Ela mama todo o dia em mim e a cada dia menos do copo. Estou tão FELIZ e, agora sim, consigo perceber que o meu corpo é extraordinário e, com a minha insistência e método, eu consigo chegar onde me proponho. Cheguei a fazer posters que diziam "O meu leite chega" e colá-los por toda a casa... E não é que chega mesmo?! É surpreendente a natureza feminina e como tudo se compõe, de modo a proporcionar o melhor para as nossas crias.  AMOR LÍQUIDO SEMPRE! 

Daniela Tavares, Barreiro

Desde que engravidei, decidi que queria amamentar porque era benéfico para saúde do meu bebé, bem como para a minha. Com o evoluir da gestação, percebi que amamentação seria, também, essencial para estabelecer laços mais fortes com o meu bebé. Sabia, ainda, que queria evitar uma cesariana ao máximo. Por volta das 32 semanas, a minha obstetra disse-me que a minha bebé era muito grande e que, se eu pretendia evitar a cesariana, o melhor seria induzir o parto. Posteriormente (já após o parto) percebi que no final da minha gravidez (40 semanas), a médica estaria de férias... O meu parto foi induzido com 38 semanas e 2 dias, não foi por cesariana, mas foi vaginal com fórceps. A partir daí começou o filme de terror com a amamentação. Primeira informação que nos dão na maternidade é: "a sua filha é muito grande e gordinha, basta ir à mama de 3 em 3 horas, e os seus mamilos são invertidos, por isso tem de usar mamilos de silicone". Segunda informação vem duas horas depois: "tem de dar de mamar de 2 em 2 horas". Ao segundo dia de vida da Isabel, a pediatra de serviço na maternidade diz-me: "a sua bebé está cheia de ar e tem fome... tem de lhe dar suplemento porque o seu leite não serve para a alimentar. 40 ml de 3 em 3 horas!" Ainda me disseram: "até porque a sua subida de leite poderá não ocorrer". Foi o momento mais triste deste processo, perceber que para além de ter uma aplicação de plástico entre mim e o meu bebé - o mamilo de silicone - sempre que a amamentava, também não a conseguia alimentar devidamente. Sentia-me a fracassar. Racionalmente, sabia que quanto mais nervosa e ansiosa ficasse. menos ocitocina iria produzir, mas emocionalmente tudo aquilo era devastador.  Ainda na maternidade, optei por pedir uma consulta de amamentação, a qual ocorreu ao terceiro de vida da Isabel, já em nossa casa. Foi a melhor decisão que tomei. A Marta e a Cristina visitaram-me em casa e, depois de me observarem, disseram-me que os meus mamilos não eram invertidos, no entanto, como o meu parto tinha sido induzido, a Isabel ainda estava sob o efeito da medicação que me tinha sido administrada e que, por isso, os seus instintos de sucção não estavam plenamente desenvolvidos... Segui os seus conselhos: tirar o colostro manualmente ou com a máquina e dar-lhe através de seringa com ajuda do dedo, por forma a que o leite lhe fosse dado sempre que ela sugasse o dedo e de duas em duas horas, porque era necessário ganhar peso e excluir o suplemento. E muita, muita, pele contra pele. Beber muita água. Ao sexto dia de vida, a Isabel abandonou o suplemento e a partir da segunda semana de vida, começou a engordar em média 200 gramas por semana. Hoje amamento em livre demanda, sem utensílios de plástico entre mim e a minha filha. E sei que é o melhor calmante que lhe posso dar quando está mais irrequieta pelo excesso de informação que recebe do exterior. É maravilhoso perceber que aquele momento é só nosso. Sei, também, que foi essencial a (in)formação e a segurança que a Marta e a Cristina me passaram naquela consulta.

Cátia Aguiar, Massamá
Durante a gravidez somos sempre bombardeadas com perguntas de amigos e familiares sobre a gravidez em si e a chegada do bebé: “sentes-te bem?”, “tens medo do parto?”, “vais amamentar?”. Como enfermeira, havia coisas que já tinha mais ou menos estruturadas na minha cabeça e uma delas era a amamentação. Contudo, a minha vontade de amamentar era complementada pelo receio da mesma… A verdade é que as más notícias correm rápido, e mais facilmente somos bombardeadas com todo o tipo de informação do que pode correr mal, e de como é difícil amamentar, que o contrário! O meu marido sempre me ouviu dizer que iria tentar amamentar, mas que não iria sofrer e que se “não desse, não dava, acabou!”. A verdade é que é muito fácil falar e supor, até termos um pequeno ser humano de pouco mais de 3 kg nos braços, que depende inteiramente de nós para tudo. Tudo o que eu tinha pré concebido caiu por terra e a vontade de amamentar foi quase irracional. Mas menos de 24 horas depois de ter chegado a casa vi-me com os mamilos em sangue. Associado à subida de leite nesse mesmo dia, ao mamar de hora em hora, às hormonas (essas desgraçadas) e à privação de sono… Foi uma combinação bombasticamente infeliz. Foi aí que me vi confrontada com a dificuldade de amamentar VS a vontade de amamentar e vi que precisava de ajuda… Corri vários contactos, vários sites… Até que consegui contactar a Marta Rodrigues da Amamenta, que me veio ver e ao meu bebé, no dia seguinte, de manhã, juntamente com a Cristina Cruz. Estivemos mais de duas horas a conversar, a tirar dúvidas, a ver-me a amamentar e a desabafar. Posso dizer que essa manhã foi o ponto de viragem da minha experiência de amamentação, que eu mentalmente já estava a condenar. Deu-me força para relativizar as dificuldades e passar por cima delas… E adaptar-me à nova realidade de uma melhor maneira, com confiança. O meu bebé está quase a fazer 4 meses, e aos 3 meses tinha quase 7 quilos (para quem diz que o leite não sustenta, o que me dizem disto?). É gordinho, cheio de refegos e acima de tudo feliz! E eu tenho todas as razões do mundo para agradecer o apoio, muito importante, que me foi dado naquele dia! Obrigada.
Marta Zorro, Sesimbra
A A. de cesariana, puseram-na na mama quando estava a ser levada para o recobro e lá ficou até se cansar e adormecer juntinho a mim. Não sabia o que esperar desta nova aventura só sabia que queria amamentar a minha filha porque era o melhor para ela. A A. estava mais interessada em dormir do que mamar e, por essa razão, começou a perder peso até começar a mostrar sinais de desidratação (não urinava o suficiente) até que me ameaçaram que ela não tinha alta se eu não lhe começasse a suplementar cada mamada com LA. Claro que cedi, era tudo muito novo para mim e só queria (e quero) o melhor para a minha filha. Resumindo, saímos do hospital com LA e bicos de silicone, tudo o que eu não queria. 
Em casa fartei-me de chorar porque estava a dar LA à minha filha e não era nada daquilo que tinha idealizado. Cada pesagem dela era um martírio para mim, ela só aumentava cerca de 10 g/dia e no centro de saúde diziam que tinha de continuar a dar LA. Foi então que decidi procurar outro tipo ajuda. Fiz um post num grupo do Facebook sobre amamentação e comecei a falar com a Marta Rodrigues. Passados poucos dias veio até minha casa, fez algumas correcções, tiraram-se os bicos de silicone e no dia a seguir parece que a A. acordou para a vida e começou a mamar. Passou de 10 g/dia a 35 g/dia e perto de fazer 1 mês de vida consegui acabar com o LA. Na consulta seguinte no centro de saúde notifiquei a enfermeira que o aleitamento deixou de ser misto e quando entrei no consultório, em vez de ser recebida com um "bom dia", fui recebida com "Já recebi uma óptima notícia!!!". A médica deu-me os parabéns por não ter desistido porque é mesmo essa a tendência. 
Entretanto a Marta voltou a minha casa para uma reavaliação. A A. já não era a bebé dorminhoca que adormecia pendurada na mama mesmo tentando todas as técnicas imagináveis para a manter acordada. 
Mantive-me sempre em contacto com a Marta. Sempre que tive dúvidas perguntei-lhe e ela respondeu-me prontamente. Mesmo no regresso ao trabalho, apoiou-me imenso mesmo quando a pediatra da A. não apoiou... Na consulta dos 4 meses, a pediatra disse-me para começar a Alimentação Complementar pois não iria ser capaz de manter a amamentação exclusiva até aos 6 meses. Hoje, dia 6 de Fevereiro de 2017, a Aurora faz 6 meses e continua a ser amamentada em exclusivo. Consegui o meu objectivo apesar de todos os obstáculos que surgiram à minha frente, apesar de todos os "não vais conseguir". Consegui. E sinto-me orgulhosa de mim mesma. Mas sei que sem apoio não ia a lado nenhum e tinha cedido ao LA no primeiro mês. 
Por estas razões, agradeço à Marta e à equipa da Amamenta Lisboa pelo apoio que nos dão. Às vezes nem é preciso muito, mas saber que existe alguém que nos apoia e que tem sempre uma palavra amiga para dizer é o suficiente.
Obrigada.

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